Recentemente em um canal televisivo passou o filme "A Cruzada". Relata os conflitos envolvendo católicos e mulçumanos pela conquista de Jerusalém. Após uma longa batalha, o comandante Balian, líder de Jerusalém, percebe que não há mais forças para lutar contra os mulçumanos de Saladino. Então um acordo é firmado: os católicos deixam Jerusalém em paz. Sem mortes e escravidão. No final desse tal acordo, Balian questiona a Saladino sobre a importancia da cidade "Santa": "O que Jerusalém vale?" E Saladino responde: "Nada".
Certeza que esse dialogo não é a melhor parte do filme. Mas contextualizando com o mundo "moderno", percebe-se que 99% dos grandes conflitos existentes é na verdade por causa do "nada". Dos conflitos territoriais, religiosos ou até mesmo "causos" do futebol e preconceituosos.
O bom senso diz que religião, política e futebol, não se discute. Eu mudaria esse conceito para o seguinte: "Religião, política e futebol, se respeita". Assim como outros fatores culturais, regionais, vocacionais e certas preferências.
Alguns que se dizem estudiosos afirmam que tais conflitos já existiam desde o homem primata. E que a idéia de "grupos" que se identificam por gostos e costumes também. Tudo bem dessa separação em "grupos", mas o que explicaria o preconceito e a violência?
É só ligar a televisão por 15 minutos: Guerras "religiosas" (Deus é um só), briga entre torcidas organizadas (Gangues organizadas), guerra na faixa de Gaza(Um pedaço de chão infértil).
No último clássico entre São Paulo x Palmeiras brigam entre "torcedores" causaram a morte de um adolescente. Aproveitando a situação, os que "entendem" de justiça revela que algo tem que ser feito e mudado no país. Bom, eu acho que algo tem que ser aplicado: Cadeia!
Quantas brigas entre torcidas em 2009 foram registradas? E quantos envolvidos foram presos? Nenhum ...
Tudo bem que as pessoas gostam da idéia de ser identificada pelo "grupo social" em que vive. Pela razão seja lá qual for. Mas tal razão perde o sentido quando as pessoas são julgadas pelo modo de vestir, gosto musical, se é vegetariano ou não, homosexual, lésbica, etc.
Eu gosto de Rock e Reggae para ouvir. E nos finais de semana pra curtir uma praia nada melhor que um axé ou um pagode da Bahia. Mas respeito os que preferem MPB, ou se dizem 100% metaleiro. Talvez essa é a palavra que falta na mentalidade de muitos. RESPEITO.
Moda, música, comida, futebol e pólítica é de cada um. No mundo a milhares de opções e nenhuma delas é a melhor ou a mais correta.
A melhor música é aquela que mais te agrada. A melhor moda é a que mais te faz sentir bem. A melhor religião é a que "talvez" responda as suas perguntas e te traga conforto. A melhor política é aquela que dá certo na sua concepção.
Criticar, guerrear, rebaixar ou exlcuir aqueles que são "diferentes" de seus gostos e costumes é também aceitar ser negado por todos. O que mais tem são pessoas se dizendo "excluídas". Mas não faz uma análise da situação a ponto de perceber que, na verdade, é essa mesma pessoa que se nega ser aceita.
É como diz Raul Seixas "Viva a sociedade alternativa" e "ande do geito que gosta" Porque "ninguem tem o direito de te julgar a não ser você mesmo. Você lhe pertence e faça de você o que bem entender" . Pois "sua vida ,seu bem único, só pertence a você. Faça dela o que quiser" Mas lembre-se, "há homens que nascem póstumos". Esses não sabem o significado de RESPEITO.






